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Beto Richa diz esperar que '29 de abril' não se repita e sirva de exemplo
Geral | 16/08/2017 15:50 | G1 | Fotos: G1
O governador do Paraná, Beto Richa, disse esperar que a ação policial do ’29 de abril’ não se repita e sirva de exemplo. Richa falou sobre o assunto durante um evento em Foz do Iguaçu,  nesta quarta-feira (16), um dia após a Justiça rejeitar a denúncia contra ele e outras cinco pessoas no processo que investiga a ação da Polícia Militar (PM) que deixou mais de 200 feridos nos arredores da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em 2015.

“Fico muito feliz e confesso que não fico surpreso porque sempre acreditei que o destino daquelas denúncias seria este mesmo, o arquivamento, visto que ficou muito claro o papel da polícia de proteger uma instituição democrática como é a Assembleia Legislativa.

Comemorar não dá porque aquele dia os fatos e as imagens foram lamentáveis. A gente espera que isso sirva de exemplo e não aconteça nunca mais”, apontou.

A manifestação havia sido organizada por professores e servidores públicos, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, em Curitiba, em protesto contra um pacote de medidas fiscais propostos pelo governo estadual.

Os seis foram processados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por improbidade administrativa, em setembro de 2015.

No despacho, a juíza Patricia de Almeida Gomes Bergonse considerou que não houve crimes contra a administração pública na operação da PM, deflagrada para cercar o prédio da Alep e garantir a votação do ‘pacotaço’.

O MP-PR afirmou que vai recorrer da decisão.

Denúncia
Conforme a denúncia, os acusados usaram os cargos que tinham para "vilipendiar" o exercício da cidadania, executar operação policial ofensiva e desproporcional, desrepeitar regras de policiamento em manifestações públicas, expor risco à vida das pessoas e realizar ação "custosa", sem justificativa.

O que diz o sindicato
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) se disse insatisfeito e indignado com a decisão e afirmou refutar os argumentos da juíza, que "quase põe a culpa nos manifestantes".

Segundo o sindicato, o manifestantes agiram de forma pacífica em todo o momento, ao contrário dos policiais, que "promoveram um processo de confronto e de massacre".
A APP afirmou ainda que vai estudar outras providências jurídicas em relação ao caso, e que, mesmo com a extinção do processo, o dia 29 de abril de 2015 "jamais sairá da memória e da história dos professores e servidores do estado".
 
 
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